FILMES RESENHAS 

10 Filmes franceses que você precisa assistir

  • As Diabólicas (Les Diaboliques) 29 de janeiro de 1955

Dirigido por Henri-Goerges Clouzot e estrelado por Véra Clouzot e Simone Signoret. O roteiro é baseado no romance Celle qui n’était plus de Pierre Boileau e Thomas Narcejac.
O filme foi uma das inspirações de Hitchcock para produzir Psycho. Robert Bloch, autor do romance Psycho, citou Les Diaboliques como seu filme de horror favorito. Atualmente considerado um “clássico”, foi classificado em 49º lugar pelo canal norte-americano Bravo em sua lista dos “100 maiores momentos assustadores dos filmes”. Em 2007, foi listado como um dos 25 maiores filmes de horror, pela revista Time [3]

Uma das estrelas do filme, Véra Clouzot, morreu cinco anos depois do lançamento, vitima de um ataque cardíaco, assim como a personagem que interpretou no filme. Ela tinha 46 anos de idade e nasceu no Brasil.

Um internato estudantil é dirigido pelo tirânico Michel Delassalle, marido da real proprietária, a frágil imigrante venezuelana Christina. Ele tem como amante a professora Nicole Horner, relação conhecida por Christina. Ao contrário do esperado, porém, as duas mulheres se tornam amigas devido aos frequentes maus-tratos e espancamentos que recebem de Delassale, e resolvem assassiná-lo. Executando um elaborado plano, o assassinato aparentemente é bem-sucedido mas, pouco depois, situações misteriosas começam a ocorrer, fazendo com que as mulheres suspeitem que Delassalle esteja vivo e que busca se vingar delas.

Games de 1967, escrito por Gene R. Kearney e dirigido por Curtis Harrington, protagonizado por James Caan e Katharine Ross, traz ao final uma reviravolta similar, sendo que Simone Signoret também está no elenco.
Uma versão norte-americana de Les Diaboliques com o título Reflections of Murder, foi exibida na TV em 1974, estrelada por Tuesday Weld, Joan Hackett e Sam Waterston.
Em 1993, outro remake televisivo foi produzido. Chamou-se House of Secrets e foi estrelado por Melissa Gilbert.
Em 1996, houve a refilmagem com o título Diabolique, com roteiro adaptado por Don Roos, direção de Jeremiah S. Chechik, e com elenco liderado por Sharon Stone e Isabelle Adjani.

  • Os Incompreendidos (Les quatre cents coups) 3 de junho de 1959

Dirigido por François Truffaut

Elenco: Jean-Pierre Léaud (Antoine Doinel), Claire Maurier (Gilberte Doinel, mãe de Antoine), Albert Rémy (Julien Doinel, padrasto de Antoine), Patrick Auffay (René), Georges Flamant (senhor Bigey), Yvonne Claudie (senhora Bigey), Robert Beauvais (o diretor da escola), Guy Decomble (Petite Feuille, o professor de francês) e Pierre Repp (o professor de inglês).

A obra foi financiado com ajuda do sogro de Truffaut, que produziu uma história quase autobiográfica, inspirada em suas próprias experiências entre o final da infância e o início da adolescência. Seu personagem principal (Antoine Doinel, vivido por Jean-Pierre Léaud) é tido como alter-ego do diretor, e Les 400 Coups é o primeiro dos cinco filmes com o personagem, retomado em outras fases da vida nos filmes L’amour à vingt ans (1962), Baisers volés (1968), Domicile conjugal (1970) e L’amour en fuite (1979).
O filme narra a história do jovem parisiense Antoine Doinel, um garoto de 14 anos que se rebela contra o autoritarismo na escola e o desprezo de sua mãe e de padrasto (Gilberte e Julien Doinel). Rejeitado, Antoine passa a faltar as aulas para frequentar cinemas ou brincar com os amigos, principalmente René. Com o passar do tempo, vivenciará algumas descobertas e cometerá pequenos delitos em busca de atenção até ser aprisionado em um reformatório, levado pelos próprios pais.

Festival de Cannes (1959): Vencedor do prêmio de melhor direção
Indicado na categoria melhor filme (Palma de Ouro)
Oscar (1960): Indicado na categoria melhor roteiro
BAFTA (1961): Indicado na categoria melhor filme
Indicado na categoria ator revelação (Jean-Pierre Léaud)

  • Acossado (À bout de souffle)

Direção e roteiro de Jean-Luc Godard
Elenco: Jean Seberg, Jean-Paul Belmondo, Daniel Boulanger, Jean-Pierre Melville e Henri-Jacques Huet
O roteiro foi baseado em história de François Truffaut.
É considerado um filme cult e um dos mais famosos da nouvelle vague, foi o primeiro longa-metragem de Jean-Luc Godard.
O filme foi rodado em menos de quatro semanas, o diretor Jean-Luc Godard conduziu o filme sem um roteiro concluído, basicamente improvisado. Godard escrevia as cenas pela manhã para que fossem filmadas depois. Para que os atores atuassem de forma mais espontânea, Goddard só lhes entregava as falas à medida que as cenas eram realizadas. “À Bout de Souffle” é uma expressão da língua francesa que significa na língua portuguesa: “No final das forças, sem fôlego”, numa referência à constante fuga do personagem Michel Poiccard.
Em 1983 foi realizada nos Estados Unidos uma refilmagem, que recebeu o título de A força do amor, e que foi estrelada por Richard Gere.

Michel rouba o carro de um militar americano em Marselha, mata um policial no caminho para Paris e, ao chegar lá, encontra Patrícia, que já conhecia previamente. Ela é uma liberal jovem norte-americana aspirante à jornalista que trabalha como vendedora do jornal New York Herald Tribune nos Champs-Élysées. Ao mesmo tempo que foge da polícia, Michael aplica outros golpes na cidade enquanto tenta convencer Patrícia a envolver-se romanticamente com ele. O Objetivo final de Michel é escapar para a Itália, mais precisamente Roma, onde ele acredita que encontrará refúgio. Já identificado como o assassino do policial, sua foto figura em todos os jornais.

Jean-Luc Godard aparece aproximadamente no meio do filme (0:52:46 à 0:53:40), como um transeunte que compra o jornal France-Soir na rue de Berri, e denuncia Michel Poiccard à um policial.
O filme não exibe os créditos em momento algum, tanto para o elenco quanto para a equipe técnica.
Jean-Paul Belmondo ficou muito surpreso pela recepção do filme quando foi lançado. Ele declarou que após o término da produção, acreditava que o resultado final do filme seria tão ruim que ele jamais seria lançado. Jean-Paul Belmondo se tornaria um dos mais queridos atores da história do cinema francês.
No trio central da obra chamavam-se todos Jean: Jean-Luc Godard, Jean-Paul Belmondo, e Jean Seberg.

  • O Samurai (Le Samourai) 25 de outubro de 1967

Dirigido por Jean-Pierre Melville
Elenco: Alain Delon (Jef Costello), François Périer (Inspetor superintendente), Nathalie Delon (Jane Lagrange), Cathy Rosier (Valérie, a pianista), Jacques Leroy (o homem da passarela), Michel Boisrond (Wiener), Robert Favart (barman), Jean-Pierre Posier (Olivier Rey), Catherine Jourdan (a chapeleira), Roger Fradet (primeiro inspetor), Carlo Nell (segundo inspetor), Robert Rondo (terceiro inspetor) e André Salgues (o homem da garagem)
O filme começa com a seguinte citação, extraída do fictício Livro de Bushido: “Não há solidão maior que a de um samurai. A não ser talvez aquela de um tigre na selva. Talvez…”.
Jef Costello é um assassino de aluguel frio e calculista, contratado por um intermediário para matar um empresário em um clube noturno. Na saída ele é visto pela pianista Valérie e é detido logo em seguida pela polícia, pois corresponde com a descrição dada pelas testemunhas que o viram no clube. Jef preparara cuidadosamente um álibi com a ajuda da namorada Jane Lagrange e de outros cúmplices, e é beneficiado por Valérie que não o identifica. Com isso a polícia não tem outra alternativa senão liberá-lo. Mas o inspetor ordena que continuem a segui-lo e investigá-lo. Os contratantes não gostam de saber que a polícia detivera Jef e lhe preparam um atentado, temendo serem descobertos. O criminoso escapa ferido e agora vai atrás de Valérie pois desconfia que ela recebera ordens de não o denunciar pelos mesmos que tentaram lhe matar e ele quer que ela revele quem são.
É considerado um dos grandes clássicos do gênero “Noir”.
Melville influenciou cineastas como John Woo (The Killer/”O Assassino”) e Quentin Tarantino (Reservoir Dogs/”Cães de Aluguel”).

O filme foi classificado pela Revista Empire em 39º na lista dos “100 Melhores Filmes do Cinema Mundial” em 2010

  • A liberdade é azul (Trois couleurs: Bleu) 7 de janeiro de 1994

Dirigido pelo cineasta polonês Krzysztof Kieslowski
Elenco: Juliette Binoche (Julie), Benoít Régent (Olivier), Floence Pernel (Sandrine), Charlotte Very (Lucille), Hélène Vincent (jornalista), Philippe Volter (agente do Estado), Claude Duneton (médico), Hugues Quester (Patrice) e Julie Delpy (“sob disfarce” Dominique)

Julie é a esposa de um renomado maestro e compositor francês que morre em um desastre automobilístico com a filha do casal, de apenas cinco anos de idade. A mulher, única sobrevivente da tragédia, vê-se na situação de ter que lidar com essas perdas e seguir sua vida, recebendo a encomenda de finalizar uma composição para coro e orquestra que havia sido encomendada ao seu esposo, uma canção pela unificação da Europa. A tarefa a levará a descobrir detalhes da vida do esposo que ela desconhecia, e a se envolver com um outro homem, amigo do casal.

Prêmio César 1994 (França): Venceu nas categorias de melhor atriz (Juliette Binoche), melhor edição e melhor som.

Festival de Veneza 1993 (Itália): Recebeu o Leão de Ouro (melhor filme), a Copa Volpi (Juliette Binoche, melhor atriz) e o Osella Dourada (Slawomir Idziak, melhor fotografia)

Prêmio Goya 1994 (Espanha): Venceu na categgoria de melhor filme europeu (Polônia e França).

Globo de Ouro (EUA): Indicado nas categorias de melhor atriz de cinema – drama (Juliette Binoche), melhor filme estrangeiro e melhor trilha sonora original de cinema.

  • O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain) – 8 de fevereiro de 2002

Dirigido por Jean-Pierre Jeunet

Elenco: Audrey Tautou (Amélie Poulain), Mathieu Kassovitz (Nino Quincampoix), Rufus (Raphael Poulain), Lorella Cravotta (Amandine Poulain), Serge Merlin (Dufayel), Jamel Debbouze (Lucien), Claire Maurier (Suzanne), Clotilde Mallet (Gina), Isabelle Nanty (Georgette), Dominique Pinon (Joseph), Artus de Penguern (Hipolito), Yolande Moreau (Madeleine Wallace), Urbain Cancelier (Collignon), Maurice Bénichou (Dominique Bretodeau), Claude Perron (Eva), Michel Robin (Pai de Collignon) e Flora Guiet (Amélie Poulain – 6 anos)
O filme conta a história de Amélie, uma menina que cresce isolada das outras crianças. Isso acontece porque o seu pai acha que Amélie possuí uma anomalia no coração, já que este bate muito rápido durante os exames mensais que o pai faz na menina. Na verdade, Amélie fica nervosa com este raro contato físico com o pai. Por isso, e somente por isso, o seu coração bate mais rápido que o normal. Seus pais, então, privam Amélie de frequentar escola e ter contato com outras crianças. A sua mãe, que é professora, é quem a alfabetiza até falecer. A sua infância e a morte prematura de sua mãe acabam por influenciar fortemente o desenvolvimento de Amélie e a forma como ela se relaciona com as pessoas e com o mundo depois de adulta.

Após a sua maioridade, muda-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia, encontra no banheiro do seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e entregar o pertence ao seu dono, Dominique, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela a sua visão do mundo.

A partir de então, Amélie engaja-se na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para a sua existência. Numa destas pequenas grandes ações, ela encontra um homem. E então o seu destino muda para sempre.

  • A Voz do Coração ( Les Choristes) 17 de março de 2004

Dirigido por Christophe Barratier
Elenco: Jean-Baptiste Maunier, Gérard Jugnot, Kad Merad, François Berléand, Maxence Perrin, Jacques Perrin, Marie Bunel, Jean-Paul Bonnaire, Grégory Gatignol, Cyril Bernicot, Philippe du Janerand, Théodule Carré-Cassaigne, Simon Fargeot, Didier Flamand, Carole Weiss, Steve Gadler, Paul Chariéras e Thomas Blumenthal
Este filme é uma adaptação para o cinema de Jean Dréville, uma gaiola de Nightingales ( 1945 ), a própria adaptado por René Wheeler e Natal-Natal a partir de uma história de Wheeler e Georges Chaperot .
Nomeado oito vezes para César , e duas vezes ao Oscar , o filme fica especialmente o César de melhor música de filme e que o melhor som
Cinquenta anos após a história principal, Pierre Morhange condutor para os Estados Unidos , retorna para a França depois de saber da morte de sua mãe antes de um de seus shows. Um velho amigo, Pépinot, a campainha toca e traz o antigo diário de Clément Mathieu, um velho supervisores escolares que frequentavam. Os dois amigos ler o jornal juntos.

De Janeiro de 1949 . Clément Mathieu, professor de música desempregado, foi nomeado supervisor em uma escola correcional juvenil chamado “fundo da lagoa.” Particularmente métodos repressivos aplicados pela luta Diretor Rachin para garantir a autoridade de alunos difíceis. Ao familiarizar os residentes com as práticas de canção, Clement traz serenidade nas instalações, embora o diretor não gosta de seus métodos. Ele vê especialmente Morhange por seu talento cantando e insta sua mãe, se apaixona (amor não correspondido), que entrou para o conservatório.

Um dia, o diretor está ausente, Clement leva as crianças para um passeio na floresta. Arson é então inflamado por um antigo morador da vingança. Informou Rachin responsabilidade da instituição e regista a ausência de Clement e pensionistas. Clement é então devolvido, mas recebe quando ele deixou inúmeras mensagens de agradecimento dos alunos. Pouco antes de embarcar no ônibus, Pépinot vem correndo: ele correu a instituição e quer ir com Clement, que acabou aceitando.

Posteriormente, mão Morhange com sua mãe em Lyon , onde foi admitido no Conservatório de Música . Ex-colegas Clement denunciar o diretor de métodos; uma investigação é então realizada e resultou em sua demissão.

  • Coco antes de Chanel (Coco avant Chanel) 22 de abril de 2009

Dirigido por Anne Fontaine
Elenco: Audrey Tautou, Benoît Poelvoorde, Alessandro Nivola, Emmanuelle Devos e Marie Gillain
É um filme que conta a história da famosa estilista francesa Gabrielle “Coco” Chanel desde a sua infância pobre até à criação de um império da indústria da moda, a Chanel S.A., com sede na França.
Após a morte da mãe, Gabrielle “Coco” Chanel é deixada pelo pai num orfanato, junto com a irmã. Na juventude, trabalha numa alfaiataria durante o dia e canta num cabaré à noite. Lá, conhece o milionário Étienne Balsan, e tem um relacionamento com ele, até ele voltar para sua cidade. Percebendo as poucas perspetivas de vida, Coco resolve fazer suas malas e ir atrás dele, pedindo abrigo em sua casa por um breve período, que se alonga mais do que ele esperava. É fazendo roupas para o amante que Chanel desenvolve o talento de estilista. Logo passa a usá-las também, ultrapassando os limites entre a vida, o amor e o trabalho. Mesmo vivendo apaixonadamente sabia, no entanto, que nunca se casaria; nem com o homem de sua vida, Boy Capel. Afrontando as convenções do seu tempo, Chanel inventa a mulher moderna.
Coco avant Chanel tem recepção favorável por parte da crítica profissional. Com a pontuação de 63% em base de 128 críticas, o Rotten Tomatoes chegou ao consenso: “Apesar de não capturar muito a complexidade da vida de seu tema, Coco Avant Chanel continua a ser uma fascinante e apropriadamente linda homenagem”

  • Amor (Amour) 18 de janeiro de 2013

Escrito e dirigido por Michael Haneke.
Elenco: Jean-Louis Trintignant (Georges), Emmanuelle Riva (Anne), Isabelle Huppert (Eva) Alexandre Tharaud (Alexandre), William Shimell (Geoff), Ramón Agirre, Rita Blanco, Carole Franck (enfermeira), Dinara Droukarova (enfermeira), Laurent Capelluto (policial), Jean-Michel Monroc (policial), Suzanne Schmidt (vizinho), Walid Afkir (paramédico) e Damien Jouillerot (paramédico)
A narrativa se foca em um casal idoso aposentado, Anne e Georges, e uma filha que vive na França. O drama começa quando Anne é submetida a uma operação na carótida que corre mal e a paralisa em um lado do corpo.[1]

Teve sua estreia no Festival de Cannes de 2012, em que venceu a Palma de Ouro. O filme também foi premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2013.

  • Azul É a Cor Mais Quente (La vie d’Adèle) 23 de maio de 2013

Dirigido por Abdellatif Kechiche
Elenco: Léa Seydoux (Emma), Adèle Exarchopoulos (Adèle), Salim Kechiouche (Samir), Aurélien Recoing (pai de Adèle), Catherine Salée (mãe de Adèle), Benjamin Siksou (Antoine), Mona Walravens como (Lise), Alma Jodorowsky (Béatrice), Jérémie Laheurte (Thomas), Anne Loiret (mãe de Emma), Benoît Pilot (padrasto de Emma), Sandor Funtek (Valentin), Fanny Maurin (Amélie),Maelys Cabezon (Laetitia), Stéphane Mercoyrol (Joachim) e Aurelie Lemanceau (Sabine)

É baseado no romance gráfico Le bleu est une couleur chaude de Julie Maroh. O filme gira em torno de Adèle (Exarchopoulos), uma adolescente francesa que descobre amor e liberdade quando conhece uma aspirante a pintora de cabelo azul (Seydoux). O filme segue a relação de anos delas, ao longo do ensino médio de Adèle, a sua vida adulta precoce e carreira como professora de escola.

A produção começou em março de 2012 e durou seis meses. Cerca de 800 horas de filmagens foram realizadas, incluindo extensas filmagens em B-roll. Kechiche selecionou tudo na edição, com o corte final deixando o filme com 179 minutos. La vie d’Adèle gerou controvérsia na sua estreia no Festival de Cannes 2013 e antes de seu lançamento. Grande parte da controvérsia foi centrada em torno das alegações de más condições de trabalho no set pela equipe e atrizes principais, e também pela representação crua da sexualidade feminina.

Em Cannes, La vie d’Adèle ganhou por unanimidade o Palma de Ouro do júri oficial e o Prêmio FIPRESCI. É o primeiro filme a ter o Palma de Ouro concedido tanto para o diretor e as atrizes principais, com Seydoux e Exarchopoulos juntando-se a diretora Jane Campion como as únicas mulheres que já ganharam o prêmio. Exarchopoulos também e a pessoa mais jovem a receber o Palma de Ouro, com apenas 19 anos. Após sua estreia nos cinemas mundiais no final de 2013, La vie d’Adèle recebeu aclamação da crítica e foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira e ao BAFTA Awards de melhor filme em língua não-inglesa. Muitos críticos o elegeu um dos melhores filmes de 2013.

Adèle é uma introvertida jovem de 18 anos, estudante de ensino médio onde suas colegas fofocam constantemente sobre meninos. Enquanto atravessava a rua certo dia, ela passa por uma mulher com cabelo azul curto e é imediatamente atraída. Adèle namora um rapaz da sua escola por um curto período e eles fazem sexo, mas ela é insatisfeita e rompe o relacionamento. Depois de ter fantasias vívidas sobre a mulher que viu na rua e ter uma de suas amigas flertando com ela, Adèle torna-se preocupada com a sua orientação sexual. Um amigo abertamente gay, Valentin, parece entender sua confusão e leva-a um bar gay. Depois de algum tempo, Adèle sai e entra num bar de lésbicas, onde algumas mulheres tentam flertar com ela. A mulher de cabelo azul também está lá e intervém, alegando que Adèle é sua prima. A mulher é Emma, uma graduanda em artes. Elas se tornam amigas e começam a passar muito tempo juntas. As amiga de Adèle suspeitam que ela é lésbica e praticam ostracismo na escola. Apesar disto, ela torna-se íntima de Emma. Seu vínculo aumenta e em pouco tempo, as duas compartilham um beijo em um piquenique. Mais tarde, elas têm sexo e começam um relacionamento apaixonado. A família de classe média alta da Emma é muito acolhedora para o casal, mas Adèle diz aos seus pais conservadores, da classe trabalhadora, que Emma é apenas uma tutora para aulas de filosofia.


Nos anos que se seguem, as duas mulheres passam a viver juntas. Adèle termina a escola e se junta ao corpo docente em uma escola primária local, enquanto Emma tenta seguir em frente com sua carreira de pintora. Adèle se sente pouco à vontade entre os amigos intelectuais de Emma e está deprimida com a sua carreira de professora, incentivando-a a encontrar satisfação escrevendo. Adèle gosta de jogar o papel feminino estereotipado no seu relacionamento, mas Emma torna-se distante fisicamente e emocionalmente. Elas gradualmente começam a perceber o quão pouco têm em comum. As complexidades emocionais se manifestam na relação e Adèle, em um momento impulsivo de solidão e confusão, dorme com um colega.
Emma se torna consciente da breve aventura e expulsa Adèle do seu apartamento, deixando de coração partido e sozinha. O tempo passa e, embora Adèle encontre satisfação em seu trabalho como professora de jardim de infância, uma tristeza indescritível começa a dominá-la. As duas finalmente se encontram novamente em um restaurante. Adèle é ainda muito profundamente apaixonada por Emma e apesar da forte ligação que claramente ainda existe entre elas, Emma está agora em um relacionamento sério com Lise, a mulher grávida na festa que ocorreu alguns anos antes, que agora tem uma filha. Está implícito que as duas se conheciam há anos, e haviam se reencontrado na festa. Adèle fica devastada, mas esconde seus sentimentos. Emma admite que ela não sente mais atração por Adèle, porém aceita ela como uma parte da sua nova fase na vida. Ela tranquiliza Adèle dizendo que o relacionamento delas era especial: “Eu tenho uma ternura infinita para você. Eu sempre amarei. Toda a minha vida toda…” A duas se despedem amistosamente
O filme termina com Adèle na nova exposição de arte de Emma. Pendurado em uma parede é uma pintura nua que Emma fez uma vez dela durante o florescimento sexual de sua vida juntas. Embora Emma a reconhece, sua atenção é principalmente sobre outros convidados da galeria e Lise. Adèle felicita Emma sobre o sucesso de sua arte e a deixa depois de uma breve conversa com um jovem homem que ela conheceu no início do filme. Ele corre atrás dela, mas vai na direção errada. Adèle se afasta para um futuro ambíguo e incerto, quando o filme acaba.

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