American Crime Story: Versace – Primeiras Impressões

Não cheguei a ver a primeira temporada pois não considero o caso OJ Simpson tão fascinante – acho o tema bem batido, até, mas assim que eu soube que a segunda temporada de American Crime Story ia retratar a polêmica morte – e um pouco da vida – do estilista Gianni Versace, meus olhos ficaram marejados de emoção. E ainda bem que a série superou as minhas expectativas e eu te digo porque vale a pena assisti-la.

Primeiro que o roteiro é sensacional. A história não é contada de forma linear, mas é justamente a mescla de épocas diferentes que vai fazendo o espectador entender melhor o perfil de cada personagem. Logo no piloto, já entendemos o que motivou Andrew Cunanan – Darren Criss – a assassinar Versace – Édgar Ramírez, sua personalidade narcisista e dissimulada; temos uma noção de seu relacionamento com o marido Antonio D’Amico – Ricky Martin – e com Donatella – Penélope Cruz. O elenco é sensacional, assim como suas caracterizações.

Vemos um Gianni como um mero mortal, não como aquele símbolo icônico da moda. Claro, sabemos que suas criações foram importantes para o mundo, mas aqui ele leva uma vida normal, com todos os seus defeitos. E, se achávamos que sabíamos de tudo sobre sua vida, é aí que Ryan Murphy te pega de surpresa. A família Versace fez questão de frisar que a série é uma obra absolutamente fictícia pois a história é contada da perspectiva de Andrew Cunanan, o garoto de programa psicopata que queria subir de status social. A série vai à fundo em temas como homossexualidade – dentro ou fora do armário, drogas, psicopatia… E mostra também as outras vítimas de Cunanan, todos homens mais velhos, ricos e gays. Em um mundo de glamour e luxúria, tudo é apresentado às claras, sem papas na língua, com direito à cenas picantes e um suspense bem refinado.

Nota: 5/5 (Excelente)

O roteiro segue a pesquisa da jornalista Maureen Orth, autora do livro base da trama. A série aborda, inclusive, um assunto delicado e pouco falado que é o diagnóstico positivo de HIV de Versace. Murphy rompeu com o silêncio de uma afirmativa nunca dada, desmistificando sua persona, sem lhe tirar todo o prestígio e brilho que seu nome preza, sem preconceitos e esteriótipos. É uma obra que vale ser conferida e já estou ansiosa para os próximos episódios.

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