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Arquivo X – 11ª Temporada – Primeiras Impressões

Sabe o que significa para um grande fã ter que esperar dois anos por sua série favorita? Isso define minha ansiedade com relação à estreia da 11ª temporada de Arquivo X. Depois daquele desfecho enlouquecedor da 10ª temporada – que só teve seis episódios e o season finale foi super louco e corrido, estava aguardando respostas para muitas perguntas deixadas no ar. O criador do programa, Chris Carter, fez o inevitável: respondeu a algumas perguntas e jogou no colo dos fãs várias informações sinistras, fazendo-os se questionarem ainda mais.

A manutenção da estrutura narrativa nessas duas últimas temporadas é o que me deixa mais tensa. Nas décadas de 90 e 2000, os roteiros eram inovadores, mas o programa ficou fora do ar mais de 10 anos, portanto, manter a estrutura narrativa sem atualizá-la é um pouco frustrante. Só os episódios que abrem e fecham as temporadas que contém informações sobre a mitologia. Entendo que os “monstros da semana” fazem parte da essência da série, mas os problemas apresentados em My Struggle, aqui na sua terceira parte, não podem ser deixados de lado por oito episódios e só ser solucionado no season finale – ainda bem que essa temporada terá 10 episódios, pelo menos isso.

Bom, vou tentar falar um pouco do episódio sem estragar muito as grandes surpresas que ele traz. Pra começar, toda aquela loucura e cenas corridas que mostravam uma epidemia e o que parecia ser o fim do mundo no season finale da 10ª temporada? Não passava de visões da Scully – Gillian Anderson. Visões estas que, na verdade, estão sendo transmitidas por William no intuito de alertar que ele, ela e Mulder – David Duchovny – correm perigo. Aliás, quem achava que o filho de Scully ia aparecer nesse episódio, depois de todo o suspense da temporada anterior, não será dessa vez. Devem deixar o ápice pro episódio 10 mesmo.

A cena de abertura é uma introdução bem elaborada, mostrando como o plano de mascarar a verdade para a população mundial vem sendo desenvolvido desde seu início, e como o Canceroso – William B. Davis – teve papel importante nos principais marcos da história da humanidade. Achei bem fan service pois é praticamente uma ligação direta com o episódio Meditações sobre o Canceroso – S04E07, que conta sua trajetória. É um episódio que vale a pena rever. Na última cena do episódio, há uma espécie de flashback para algum momento da 7ª temporada – próximo de quando houve aquele momento pós-transa no episódio Todas as coisas – S07E17.

Enfim, todos os personagens principais aparecem – Walter Skinner – Mitch Pileggi, Monica Reyes – Annabeth Gish – e Jeffrey Spender – Chris Owens. Tudo muito corrido, óbvio, porque Chris Carter quis dar centenas de informações importantes em um único episódio. São 50 minutos tensos, em que Mulder está atrás da verdade, tentando salvar Scully, dirigindo, conhecendo pessoas do Sindicato, procurando pelo Canceroso e brigando com Skinner. Scully, de mãos atadas, fica mais tempo no hospital do que qualquer outra coisa. E, mais uma vez, Mulder salva a vida da agente mais linda e ruiva do planeta.

 

Nota: 4/5 (Bom)

Apesar de ter gostado de muitas coisas, como os esclarecimentos de algumas dúvidas e os plot twists, acho que seria melhor, entre um monstro da semana e outro, ir soltando essas pérolas aos poucos, nos preparando para o ápice do season finale. Mas, o que nos resta agora é aproveitar as próximas semanas, quando teremos vários incríveis casos, isso pra mim não resta dúvidas. E, teremos também que aguardar ansiosos pelo desfecho, que arrisco dizer que vai se chamar My Struggle IV? Será? Só Chris Carter sabe…

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