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Arrow: Quinta Temporada – Crítica

Redenção é a palavra chave para a quinta temporada de Arrow que, após vir de uma temporada que não agradou os fãs, conseguiu equilibrar ação, romance, drama e suspense até o último episódio.
Oliver Queen – Stephen Amell acumulou muitas perdas durante as temporadas, na última foi Laurel Lance / Canário Negro – Katie Cassidy, seu antigo par romântico e que trabalhava com o Team Arrow. A perda da Canário Negro foi o principal foco do início da temporada envolvendo desde problemas alcoólicos de Quentin Lance – Paul Blackthorne até a reprovação, e posteriormente aceitação, de reunir e treinar uma nova equipe. A nova equipe, formada por Curtis Holtz / Senhor Incrível – Echo Kellum , Evelin Sharp / Artemis – Madison McLaughlin , Rory Regan / Retalho – Joe Dinicol e Rene Ramirez / Cachorro Louco – Rick Gonzalez, apesar dos personagens citados fazerem belas referências as HQs, – no início não parecia que iria empolgar os fãs. Mas tudo muda com chegada do vilão Tobias Church – Chad Coleman que ameaça Star City e faz Oliver aceitar a ideia de Felicity Smock – Emily Bett Richards e torná-los oficialmente parte do #TeamArrow.
Infelizmente Church foi um bom vilão por pouco tempo, pois na verdade ele não era a peça principal do plano para destruir Star City, mas sim na verdade não passava de uma marionete do real vilão Prometheus. Muito se especulou sobre a real identidade do vilão, algumas teorias até mesmo apontavam Tommy Merlyn – Colin Donnell como sua verdadeira identidade, que muitos fãs sentem saudades e davam como certa. Houve uma pausa na trama para o episódio crossover intitulado Invasion/Invasão que adapta a saga que tem o mesmo nome do episódio para série. A aparição de Laurel Lance como par amoroso de Oliver e também de seus pais Robert e Moira Queen foram bem aceitas e serviu para aquecer o coração de todos os fãs. Após a invasão alien à terra, voltamos para Star City e somos apresentados à Dinah Drake – Juliana Harkavy que após resistir, por conta de traumas do passado envolvendo seu antigo parceiro na polícia se alia ao Team Arrow, é uma meta humana e tem seu poder de grito sônico da Canário Negro. Não posso me ausentar de comentar a clara melhora dos flashbacks que hora odiado por muitos e adorado por bem poucos se faz presente durante toda a temporada.
Tema polêmico e que muitos podem comemorar é que a quinta temporada marcou como a última temporada a receber os flashbacks das aventuras de Oliver quando estava “perdido na ilha”. Nesse último ano foi explicado algo que desde a primeira temporada muitos se questionavam. Como Oliver Queen é um capitão da Bratva?. Resultado dos acontecimentos dos flashbacks da temporada passada, Oliver vai para Rússia e encontra com seu amigo Anatoly – David Nykl e juntos planejam acabar com Konstantin Kovar – Dolph Lundgren. Em sua jornada na Rússia, Oliver Queen encontra Talia Al Ghul – Lexa Doig que foi apresentada como sua última professora e foi quem o incentivou a usar o capuz para esconder sua verdadeira identidade.
Não apenas os três personagens de peso contribuíram para a melhora dos flashbacks, mas uma atenção mais cuidadosa à trama foi dada nessa temporada e não tratada, como lembranças do arqueiro para justificar decisões tomadas no tempo atual da série. Apesar de todos os personagens importantes e uma melhor harmonização entre o tempo atual e o passado, o final deixou a desejar. Não foi dado o mesmo nível aos episódios anteriores e ficou, somente, como uma forma de explicar a cena inicial da primeira temporada que mostra Oliver Queen correndo por entre a floresta da ilha e acendendo uma fogueira de uma maneira como se tivesse fugindo de algo. Mas para o bem ou para o mal damos adeus aos flashbacks.

Desculpe o transtorno, preciso falar de Adrian Chase

Poucas vezes na série se viu um personagem tão forte e bem elaborado como Adrian Chase – Josh Segarra. Pode parecer que estou sendo passional ao escrever isso pela brincadeira e os elogios, mas quando se trata do desenvolvimento desse personagem tem razão. Ao aparecer pela primeira vez, todos de Star City achavam que ele era um promotor bonzinho e ajudaria Oliver Queen, atual prefeito a deter os bandidos como Church e principalmente Prometheus. Quando surgiu o anti herói Vigilante os fãs logo deduziram que era Chase usando outros meios para deter os crimes em Star City, semelhante ao Arqueiro Verde na primeira temporada chegando a matar se for preciso. No ápice da trama quando tanto o Arqueiro quanto o Team Arrow estavam sendo sempre um passo atrás do seu algoz, eis que a revela a identidade de Prometheus e o porquê do vilão sempre estar dez passos a frente, pois na verdade era seu até então amigo Adrian Chase.
Motivado pela vingança da morte de seu pai Justin Claybourne – Garwin Sanford fruto dos pecados de Oliver Queen na primeira temporada, que treinado pela mesma professora Talia Al Ghul, descobriu tudo que precisava saber para planejar sua vingança. De referências aos quadrinhos até o personagem de Christan Bale em Psicopata Americano conseguiu entregar o grande vilão que os fãs estavam esperando, estando a frente do Arqueiro Verde até o final, Chase conseguiu manipular a todos até o fim e também foi protagonista da cena de tortura de Oliver, que em minha opinião, foi a melhor e mais dramática da temporada que termina com nosso herói confessando que sentia prazer ao matar as pessoas.
A quinta temporada de Arrow conseguiu chegar ao seu objetivo. Atendeu aquela demanda de fãs que criticaram a temporada anterior com uma sucessão de bons episódios e um desenrolar de acontecimentos que fizeram prender o espectador até o final. Alguns episódios, tenho que concordar que não foram de todo o agrado, mas a média de qualidade dos episódios se manteve muito boa. Cheia de referências aos quadrinhos e até mesmo a outros universos, Arrow conseguiu sua redenção e seu arco final foi uma grande comemoração aos 5 anos da série, trazendo personagens de todas as temporadas para uma grande season finale que se passou na ilha Lian Yu. Tentando dar o mínimo de spoilers possiveis, a série termina de uma forma que ninguém poderia esperar, de uma forma corajosa que podemos presumir que é somente, e provavelmente, para criar aquela expectativa para a próxima temporada. Só nos resta esperar a criar nossas teorias do o que pode ter acontecido.

Nota: 4/5.

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