SÉRIES E TV 

Black Mirror: Bandersnatch – Crítica

Me diverti muito com o mais novo lançamento da Netflix, Black Mirror: Bandersnatch. Black Mirror em si já é uma série polêmica e inovadora em diversos aspectos mas, com essa nova experiência, o serviço de streaming quis ir além, lançando uma nova categoria de filmes interativos para adultos. E, na minha visão, deu muito certo. Já dá nos games, imagina em um mundo surtado quem nem Black Mirror?!

Logo no início, a Netflix avisa como a história se dá: você tem 10 segundos para fazer as escolhas. Saiba logo de cara que Bandersnatch tem cinco finais possíveis. Além disso, a duração pode variar conforme as decisões dos espectadores. O mínimo pode ser um filme de 40 minutos, mas a média verificada até o momento é de 90 minutos. Eu demorei um pouco mais que isso e fiz todas as escolhas que eu achava possíveis (estava curiosa com todas as alternativas).

O troço é tão louco que teve momentos em que ri! Sério! A própria Netflix entra no contexto da narrativa, mas nem vou entrar muito nesse mérito para não estragar a experiência de cada um. E não existe essa coisa de “fiz a escolha errada”. Eles querem quebrar o conceito de TV linear.

As decisões do filme começam logo no início da história, com escolhas aparentemente banais, como definir o cereal que o protagonista deve comer. O longa se passa em 1984 e conta  a história de um jovem programador que cria um jogo a partir de um romance, no qual o jogador precisar fazer escolhas na história. No entanto, o protagonista começa a perder o controle sobre o que é a realidade e o que é o mundo virtual.

Vale lembrar também que a Imagine Software desenvolveu um jogo chamado Bandersnatch em 1984, mas este nunca chegou a ser lançado. Bizarro, não? Bem Black Mirror rs… O protagonista é vivido por Fionn Whitehead, que fez sua estreia nas telas em Dunkirk. Achei ele bem alucinado e convincente, curti sua atuação. Will Poulter interpreta Colin Ritman, que é um desenvolvedor de jogos bem sucedido e ídolo de Stefan Butler (Whitehead). Will é um ótimo ator da nova safra, já tendo feito As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada e dois dos três Maze Runner.

Nota: 5/5 (Excelente)

Enfim, pra quem já conhece a série, vale muito a pena, e pra quem não conhece, vale também. Afinal, as histórias não têm conexão umas com as outras. Achei interessantes as opções e eu ia nas mais doidas, sempre rs. Só pra ver no que ia dar… A imaginação dessa galera do Netflix vai muito longe.

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