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Castle Rock – Primeiras impressões

Quando eu soube ano passado que mais uma obra do mestre do terror Stephen King iria para as telinhas, já fiquei interessada. Ao conhecer o elenco (entraremos em mais detalhes depois) e que o produtor executivo seria J.J. Abrams, me deixou muito animada. E, para fechar, é o serviço de streaming Hulu que tomou a iniciativa de colocar no ar nesta maravilha. Eu, particularmente, sou fã de outra obra prima do Hulu, The Handmaid’s Tale , por isso ponho muita fé de que Castle Rock fará muito sucesso entre os fãs de King.

Vale a pena ver | The Handmaid’s Tale

A perfeita junção de King com Abrams resultou em episódios com muita fanservice. O personagem de Terry O’Quinn (de Lost e Millennium) é casado com a personagem da Frances Conroy (que estava em outra série de King, The Mist , que me decepcionou profundamente e acabou sendo cancelada). Além dela, tem outros atores que já fizeram parte do Kingverse, como Sissy Spacek, a própria Carrie, a Estranha, e Bill Skarsgård, que fez o Pennywise no remake de It: A Coisa.

O Nevoeiro – Crítica

A história se passa em uma cidade do interior bem estranha chamada Castle Rock e o expectador logo se vê envolto de muito mistério, uma trama contada em tempos diferentes, desenvolvida de forma curiosa, confusa e cercada de enigmas, bem King e bem Abrams. Os moradores de lá sabem que moram em um lugar esquisito, onde acontecem coisas inexplicáveis. Há um suicídio sem explicação, aparece um preso dentro de um presídio que não estava registrado, e por aí vai…

Ícones do Terror | Pennywise – A Coisa

Acho que a história mantém um bom ritmo até as apáticas aparições de Melanie Lynskey (que já estrelou Rose Red – A Casa Adormecida, também de King). Sua personagem, pelo menos no piloto, é uma verdadeira incógnita, deixando o telespectador sua entender ao certo o que sua misteriosa personagem propõe, fazendo com que todo o suspense desapareça sempre que está em cena. Uma pena, pois ela é talentosa e parece estar sendo subaproveitada.

O charme da série, pra mim, vem da fotografia cinzenta, tornando as cenas mais pesadas e tensas. E as referências não têm fim! Algumas nuances, totalmente propositais, que lembram O iluminado, À espera de um milagre e até Um sonho de liberdade. Na verdade, nem precisa conhecer tanto sobre Stephen King para achar tudo aquilo, de certa forma, soa muito familiar.

A verdade é que são muitos os mistérios que envolvem a cidade e as pessoas de Castle Rock e o piloto me deixou intrigada o suficiente para continuar assistindo. Será que o efeito que Abrams conseguiu provocar nos fãs de Lost acontecerá novamente? Uma fila de telespectadores viciados em debater teorias? Não sei… Mas acho que tem grande possibilidade de dar certo. Até porque achei efetiva a trama, a profundidade dos personagens e a beleza dos enquadramentos. Não me decepcione, Abrams!

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