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Confira entrevista com Gabriel Wainer sobre O Doutrinador

O Terra Nérdica conseguiu uma entrevista exclusiva com um dos roteiristas de O Doutrinador, o primeiro filme brasileiro a adaptar uma HQ brasileira. E que estreia! O filme foi lançado em 1º de novembro e mais de 250 mil espectadores já foram conferir esse longa de ação bem hollywoodiano e que vai virar série. Veja agora na íntegra o que um dos roteiristas, Gabriel Wainer, falou pra gente.

Terra Nérdica: Primeiramente gostaria de elogiar o filme. Eu realmente fiquei impactada e saí do cinema refletindo bastante sobre o momento político crítico que estamos vivendo. Sei que nos quadrinhos o Doutrinador é mais velho, aposentado. Como foi essa adaptação do personagem para o cinema? Houve alguma dificuldade nesse processo? Alguma inspiração em outros anti-herois como Justiceiro da Marvel?

Gabriel Wainer:  Tudo partiu de uma generosidade do Luciano Cunha, autor do personagem, e uma visão de mercado que nos levou a rejuvenescer o personagem para trazermos ele mais para o momento atual. Quanto a essa decisão, não houve dificuldade, embora o processo inteiro tenha sido bastante intenso. O Doutrinador é uma colagem de várias referências com uma peculiaridade estética genuinamente brasileira. Um leitor conseguiu defini-lo muito bem: Age como o Justiceiro, pensa como o V e fala como  Roacharsch.

Terra Nérdica: Não estamos acostumados a ver no cinema brasileiro adaptação de quadrinhos. Apesar de existir uma tendência mundial para filmes de super-heróis, vocês enxergam o filme como algo inovador e benéfico para o mercado nacional? Pode ser o pontapé para outras produções do gênero, inclusive.

Gabriel Wainer: Com certeza. Estamos muito felizes de termos inaugurado de fato esse gênero aqui no país. Já sabemos de três outras histórias em quadrinhos de amigos que foram compradas por produtoras. Temos certeza que, além de fonte inesgotável de criatividades, filmes, séries e games baseados em quadrinhos tem um potencial comercial gigantesco e beneficia a indústria como um todo.

Terra Nérdica: Entendo que o Doutrinador seja um representante de qualquer brasileiro frustrado e cansado da corrupção no país, mas de forma apartidária. O filme ia estrear em setembro mas foi adiado, foi por conta das eleições? A decisão de adiar foi da própria produção? Vocês acham que o filme poderia ter influenciado nas eleições de certa forma?

Gabriel Wainer: Na verdade não foi adiado por conta das eleições, mas burocracias do processo do cinema brasileiro. Natural. Infelizmente não foi lançado antes e não posso ter esse parâmetro de influência, mas fizemos o filme para ser entretenimento e não para influenciar em nada. Apenas a catarse, isso acho que consegumos.

Terra Nérdica: No fim do filme vemos a mensagem de que terá uma série em 2019. Como será? Tem algo que você possa adiantar para nós? As filmagens foram feitas simultaneamente com o filme?

Gabriel Wainer: A série é um aprofundamento no universo do Doutrinador. As filmagens foram simultâneas. Na primeira temporada, investigaremos mais a vida pessoal de Miguel e teremos outros personagens, vilões e tramas. Claro, com muita catarse e vingança.

 Agora, pessoal, é só esperar que essa série seja tão incrível quanto ao filme, que foi super elogiado aqui e lá fora. Valeu, Gabriel, pela oportunidade da entrevista e o Terra Nérdica deseja muito sucesso pra vocês.

 

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