Crítica | Círculo de Fogo: A Revolta – Terra Nérdica
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Crítica | Círculo de Fogo: A Revolta

Se você amou o Círculo de Fogo (aquele de 2013, dirigido por Guillermo del Toro, que ganhou o Oscar de melhor filme esse ano), não vá ao cinema achando que a continuação – Círculo de Fogo: A Revolta – seja tão maravilhoso quanto. Mas, também não é péssimo. Para os aficionados por longas de ficção científica que envolvem monstros gigantes e robôs (no maior estilo super sentai), aviso que a diversão é garantida. Mas não espere um filme super cabeça e sim 1h50 de muita ação, efeitos, roteiro e atuações convincentes e não ofende demais nossa inteligência. Mas, primeiro, vou falar um pouco da trama.

Resultado de imagem para pacific rim uprisingO longa se passa uma década depois da guerra dos humanos contra os kaijus (fera estranha em japonês). Ao final do primeiro filme, selaram a fenda interdimensional por onde os monstros passavam para nosso mundo. O herói foi o personagem de Idris Elba, que se sacrificou para salvar o planeta, e quem está à frente deste novo filme é seu filho, Jake, interpretado por John Boyega (o Finn da nova trilogia de Star Wars). A história dele, na verdade, é bem clichê e previsível: no início, ele é rebelde, mas, no fim das contas, se torna herói também.

Outro destaque do longa é o filho de Clint Eastwood, Scott. Já vi vários filmes com ele, mas ainda não teve a oportunidade de demonstrar seu verdadeiro talento (talvez por optar mais por filmes de ação). Tem aRinkoKikuchi(A Grande Muralha e Kong: A Ilha da Caveira), interpretando Mako Mori,que participou bastante do filme anterior, mas nesse está bem apagada. Quem está em destaque é a Tian Jing, que faz a empresária LiwenShao, fazendo uma CEO durona, séria e super profissional, como são mesmo os asiáticos nos negócios.

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Adorei a talentosa menina prodígio CaileeSpaeny. Ela se destaca por ser ótima atriz, mas achei muito forçada a coisa da “criança superinteligente” capaz de construir um jaegersozinha (que é o nome dos robôs gigantes a laTransformers). Ela encabeça um elenco basicamente teen. Acredito que eles queriam pegar um novo público dessa vez, já que o anterior conquistou mais os corações dos nerds que assistiam super sentais na infância.

Um dos roteiristas do longa,Steven S. DeKnight (Smallville e Demolidor), também assina a direção. O aftermath (as consequências do filme original) foi muito bem colocado, mostrando esqueletos dos kaijus espalhados, jaegers desativados epessoas negociando no mercado negro peças roubadas para fazerem versões piratas. Mostram também a empresa Shao, e sua CEOLiwen (Tian), que pretendem substituir a parte humana dos jaegers por drones controlados à distância. E o vilão aqui não são os monstros (não falarei mais nada para não dar spoilers).

Em suma, Círculo de Fogo – A Revolta não é sério e empolgante como o primeiro, mas é grande, barulhento e assumidamente bobo. Mas, fique até o finalzinho, porque a última cena dá gancho para uma possível continuação. Acho que seria bacana uma trilogia, ou até uma franquia, contanto que o desfecho seja mais surpreendente do que as duas primeiras partes. Não tem nada confirmado ainda, mas, se a bilheteria foi bastante rentável, por que não? Aliás, não só bilheteria, né? Porque, assim como em Transformers, os jaegers também possuem nomes (que eles fazem questão de repetir dezenas de vezes durante o filme), obviamente para venda de bonecos. Action figures é um mercado e tanto, ainda mais para nerds colecionadores.

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