DON’T STARVE: HAMLET | É TÃO DIFÍCIL ASSIM?

Se você não conhece o jogo me permita te apresentar. Don’t Starve é um jogo de sobrevivência que mistura ciência e magia que foi lançado pela Klei Entertainment em abril de 2013.

Bem, o jogo tem ao todo 11 personagens disponíveis para você jogar, porém, no começo do modo historia você só vai poder usar o personagem chamado Wilson que no caso é o protagonista; Wilson é um cientista que foi enganado e levado para um mundo sombrio e selvagem por um demônio chamado Maxwell que é o atual “rei” que senta no Trono Do Pesadelo no submundo do mundo onde você se encontra preso. Para sair desse mundo você deve sobreviver o máximo de dias possíveis, construir uma base bem equipada e não morrer para as criaturas que te caçam durante sua tentativa de sobrevivência. Parece fácil? Pois bem, o jogo também exige que você se concentre em não ficar louco, sim, não ficar louco, como esse terrível mundo não é o seu e está longe de parecer algo real, a cada dia que se passa a sua sanidade baixa e seu personagem começa a ver coisas e ouvir barulhos, isso pode comprometer sua saúde, não se esqueça de NUNCA ficar no escuro, você morrera imediatamente, e, claro, não morra de fome.

  Sabendo disso vamos as versões do jogo que foram sendo lançadas ao longo dos anos. A primeira versão foi essa que acabei de descrever, que não disponibiliza opções de multiplayer. Nessa mesma ideia foi desenvolvido uma DLC em dezembro de 2015 para o jogo que envolve sobrevivência na água, Don’t Starve Shipwrecked trás o principal desafio de não morrermos de fome, até por que as ilhas onde encontramos comida ficam bem afastadas umas das outras; mais uma vez, essa versão do jogo não é disponível para modo multiplayer. Em abril de 2016 a Klei Entertainment desenvolveu a versão chamada Don’t Starve Together que, como o próprio nome diz, agora você poderá sobreviver nesse mesmo mundo junto com alguém. Boa sorte com isso, parece mais fácil do que realmente é. Agora, nós temos a mais nova versão chamada Don’t Starve: Hamlet que trás inúmeras novidades e novas dificuldades também.  

                   

Vamos as dificuldades, eu joguei todas as versões de Don’t Starve, e posso dizer que já achei a primeira versão bem difícil; demorou muito até conseguir finalmente chegar ao dia 100, porém, depois que se pega o jeito fica mais fácil, me arrisco a dizer até que fica de certa forma previsível, claro que isso não afeta em nada a experiência de quem está jogando. Já o Don’t Starve Together é bem mais complicado, o mundo se mostra bem diferente e bem mais difícil logo de cara. Essa versão já trás novas estacões, enquanto na primeira nós só tínhamos duas estações (verão e inverno) nessa nós temos quatro (verão, inverno, primavera e outono) tornando a experiência um tanto mais “real” se é que posso chamar assim; junto com cada estação foi adicionado um BOSS que aparece de acordo com sua estação para você derrotar. Outra novidade lançada nessa versão foi a DLC “Giant Edition” que inclui novos monstros ao mundo, fora esses monstros que aparecem de acordo com suas estações, o que torna tudo bem mais difícil.  

Agora sim, Don’t Starve: Hamlet, é tão difícil assim? Sinceramente? É maravilhosamente mais complicado. Se você gosta de jogos que te desafiem, esse certamente vai ser um jogo que você ira amar. A nova versão não trás apenas novos personagens e novos monstros, como apresenta também muito mais dificuldade em achar itens necessários para sua evolução e sobrevivência, por exemplo, na primeira versão, até mesmo na segunda, por volta do dia 4/5 já é esperado que você tenha começado sua base, já nessa versão eu só consegui recursos suficientes para começar minha base por volta do dia 12 e mesmo assim eu morri antes de conseguir começar a monta-la. Outra mudança é que nesse jogo você não consegue recolher alguns recursos básicos com as mãos como nas versões anteriores, agora é preciso ter um facão, que pode estar com você quando espawnar no mundo, ou não, no caso de não, é bom você procurar uma cidade logo, pois se escurecer e você não conseguir recursos básicos para fazer pelo menos uma tocha… É certeza que a escuridão vai te matar. Bem, como falei agora, outra novidade são as cidades desenvolvidas que encontramos no jogo, sim, agora temos cidades, com direito a iluminação durante a noite e lojas para comprarmos equipamentos, mas não se anime, você precisa de ouro para compra-los e infelizmente, ouro, se tornou quase impossível de encontrar.    

Também é importante ressaltar que nessa versão, aparentemente, seu personagem vai ficar com fome muito mais rápido, sua sanidade baixa MUITO, mas MUITO mais rápido por isso ai vai uma dica: pegue flores e faça o chapéu com elas, você só precisa de 12 flores, o chapéu mantem sua sanidade alta, faça isso logo, acredite, você vai precisar.                                         

Concluindo, sim, acredito que essa versão seja a pior, em termos de dificuldade e a melhor em termos de gráfico e jogabilidade; desde a primeira versão o jogo se destacou em questão de gráficos, os artistas conseguiram misturar uma simples arte em 2D com uma pitada do mundo sombrio de Tim Burton e claro, um estilo muito próprio pelo qual eu me apaixonei de primeira, acredito que eu não seja a única a pensar dessa forma.

O jogo ainda está em sua fase teste disponível na Steam, infelizmente sem uma data de lançamento por enquanto. Porém, recomendo que instalem e aproveitem as novidades já disponíveis, vale muito a pena.  

Outra dica, preste atenção nas sombras.

    

     

                   

        Maxwell will miss you…

Autora: Rebecca Renzo