FILMES 

O Nevoeiro – Crítica

Se você é fã de Stephen King, já deve estar ligado que sua obra The Mist (O Nevoeiro), além de ter gerado um filme em 2007, agora virou série. A produção, que mescla suspense com ficção científica, estreou no canal Spike semana passada e eu já assisti aos três primeiros episódios. Já anunciaram que a primeira temporada será composta por 10 episódios. Vou apenas analisar aqui a série. Não li o livro e nem assisti ao filme e, mesmo se tivesse tido contato com esses dois produtos, de nada adiantaria comparar. Até porque já deixaram claro que eles pegariam somente a ideia principal e transformariam em algo similar. E só posso esperar que eles não caiam no mesmo erro que Under the Dome (que começou ótima e terminou de forma horrenda).
Como sempre, o cenário é o Maine. Uma névoa misteriosa envolve lentamente a cidade, criando uma barreira de visibilidade quase impenetrável. Os moradores da cidade logo percebem que situação é ainda mais precária quando descobrem que, escondido dentro da névoa, existem numerosos monstros de vários tamanhos que atacam e matam qualquer coisa que se mova. As pessoas procuram abrigos, como shopping e igreja, na tentativa de sobreviver, dando início a uma nova e aterrorizante realidade para os seus residentes, colocando a humanidade deles à prova.

Quando você vê a névoa, você já pensa: “Fudeu!”
Algumas interações iniciais dos personagens principais já definem logo de cara o tipo de confronto que teremos posteriormente, ou seja, me conquistou e continuarei vendo a série pra saber o que vai rolar. Há a expulsão de uma professora que deu uma aula de orientação sexual sem autorização do conselho escolar. Rola também um caso de estupro e um assassinato. Existem militares desconhecidos na cidade e ninguém sabe o que eles estão fazendo lá… Enfim, o início é bem misterioso e excitante.

A gente fica se perguntando: “Quem vai morrer primeiro?”
É interessante perceber as referências de que aquela é uma obra de King, como Storm of Century (1999), cuja premissa é bem semelhante, nas quais acontecem situações que se perde o controle através de fatos adversos, mostrando o que há de melhor e pior no ser humano. O espectador pode se identificar facilmente com um dos personagens e isso é bem bacana. Tem esteriótipos bem representados, como gays, idosos, negros, e por aí vai… Isso é importante não só para a trama se manter por mais tempo (os confrontos ocorrerão e serão palpáveis porque a névoa por si só não se sustentaria por muito tempo) mas também demonstra que os produtores querem alcançar o maior público possível.
O elenco foi bem escalado e achei os atores entrosados. Fazem parte do elenco Frances Conroy (American Horror Story), Alyssa Sutherland (Vikings), Okezie Morro (Guerra Mundial Z), Gus Birney (Chicago Med), Isiah Whitlock Jr (Veep) e o estreante Luke Cosgrove. Tendo trabalhado sua vida inteira com cinema e televisão dinamarquesa, Christian Thorpe, showrunner, roteirista e diretor da série, tem o potencial de nos entregar algo diferente do que estamos acostumados quando falamos de produções americanas. Isso fica explícito logo no piloto. Resta torcer para que o seriado consiga se manter nesse ritmo até o fim da temporada, nos deixando tão imersos em sua narrativa quanto ficamos nesse início da trama.
Nota: 4/5

Relacionados

[gs-fb-comments]