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O Protetor 2 – Crítica

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Eu sei que o que vou dizer parece um absurdo, mas eu ainda não tinha visto até essa semana O Protetor (2014). E olha que sou fã de Denzel Washington! Diretamente das telinhas (sim, foi uma série de TV que ficou no ar de 1985 a 1989), a história traz as aventuras do ex-agente Robert McCall que não mede esforços para ajudar aqueles que ele estima. A motivação no primeiro filme era salvar uma prostituta (vivida por Chloe Grace Moretz) das mãos de mafiosos russos.

A trama dessa sequência (que demorou até demais para acontecer), é bem mais complexa, pois ele ajuda muitas pessoas e ainda rola uma pitada de vingança. No entanto, a mesma atmosfera de “vigilante” se manteve pelo mesmo diretor, Antoine Fuqua. No filme anterior ele sai do supermercado e agora ele trabalha como motorista de Uber. Vários elementos se mantiveram: o personagem é metódico, possui um olhar treinado para enfrentar grupos de homens armados sozinho e, como um verdadeiro super-herói, sai batendo e matando geral sem nem precisar de coreografias cansativas. Aliás, o que mais chama atenção no filme é seu raciocínio lógico, rápido e estratégico.

Nesse filme, nos aprofundamos mais neste rico personagem. Não quero dar spoilers, mas uma pessoa muito querida por ele é assassinada e acabam retornando à sua vida alguns fantasmas do passado, que achavam que ele ainda estava morto. Além desse elo de amizade ter sido quebrado, ainda é explorado seu lado “paterno”. Um rapaz que mora em seu condomínio (Ashton Sanders) está quase se tornando um criminoso, mas ele mostra que há um outro caminho. Além disso, vemos McCall ajudando um sobrevivente do holocausto (Orson Bean), um simpático idoso em busca de um quadro pintado de sua irmã que sumiu há muito tempo.

E o grande elemento que literalmente equaliza o elenco é a contribuição importante de Pedro Pascal (de Narcos). Sua participação, até um certo ponto do filme, chega a ser meio enigmática, mas acontecem tantos contratempos que, no fim, você vê que a espera valeu a pena. Gostei bastante de sua participação, assim como vários outros elementos do filme, como a fotografia bem carregada e cinzenta, os jogos de câmera e edições em ritmo frenético, fazendo com que o filme fique mais dinâmico, entre outros.

Nota: 4/5 (Bom)

Se ainda não viu o primeiro, faça como eu: assista e depois vá ao cinema ver a sequência, pois vale muito a pena. Mas também não espere por nada inovador. Ele parece com outras produções do gênero, sem acrescentar muito diferencial. Um pouco de Desejo de Mataraqui, uma pitada deJohn Wickacolá, e por aí vai…

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