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Os Defensores – Crítica

Chegou o momento tão aguardado (até porque a Netflix fez tanto marketing disso que acho que qualquer ser humano da face da Terra sabia que essa série ia ser lançada hoje) de juntar Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro em Os Defensores. Eu maratonei a porra toda logo porque eu estava ansiosa por escrever logo um crítica para vocês. Não se preocupem, vou tentar falar com o mínimo de spoiler possível. Posso adiantar que achei bom, mas tem seus pontos negativos. Mas, vamos por partes.
Matt Murdock (Charlie Cox) decidiu defender as causas dos pobres, deixando de lado o Demolidor. Luke Cage (Mike Colter) saiu da prisão e é recebido como herói no Harlem, particularmente por Claire (Rosaria Dawson, a única presente nas 5 séries) e ao ver uma vítima da sociedade, obviamente, vai ajudar. Jessica Jones (Krysten Ritter), com aquele mau-humor irresistível, começa a investigar um marido que sumiu, não sabia se tinha traído ela ou acontecido outra coisa. E Danny Rand (Finn Jones) andou lutando no Cambodja, onde descobriu ações malignas do Tentáculo.
São ótimas as sequências de lutas, no nível das do Demolidor (tem até cena do corredor)
De alguma maneira, os quatro vão se encontrar no mesmo lugar e descobrir que têm o mesmo propósito. Mas, parece que a Netflix não queria nunca que chegasse nesse ponto pois isso só acontece no terceiro episódio. Cara, essa parte introdutória já estava me dando nos nervos, ainda mais sabendo que a temporada só tinha oito episódios. Mas, enfim, Elektra está de volta e agora ela é do mal ajudando a personagem de Sigourney Weaver (não vou entrar em detalhes para não estragar surpresas). Era pra ela ser temida pelos quatro mas, putz! Ela não tem carisma, não é expressiva e, ainda por cima, é magrela. Por mais que ela tenha força e saiba lutar, não causa medo como o Rei do Crime (brilhantemente interpretado por Vincent D’Onofrio).
As lutas estão muito bem coreografadas, no nível do Demolidor (e não fracas como em Punho de Ferro). As cores da iluminação mudam toda vez que os personagens aparecem. Gosto disso, cria um clima bacana e dá continuação ao que vem sendo feito nas séries individuais (luz vermelha para Demolidor, verde no Punho, amarela para Cage e lilás na Jessica). As trilhas também mudam. Mas depois, esses elementos se misturam e ficam harmoniosos, acredite. Um belo trabalho técnico. As aberturas individuais são muito lindas mas acho que faltou criatividade na dos Defensores. A música não é marcante e as imagens também não me agradaram. Quando vi as outras, causou um certo impacto e revia em cada episódio. Aqui, assisti só uma vez e pulei nas outras. Acho que eu estava com expectativas altas demais.
Gostei da química dos quatro atores, a reunião nesse aspecto deu certo
Como a história aqui é o Tentáculo (só quem tinha se envolvido com eles antes foi Matt e Danny), Jessica e Cage ficam mais no grupo pra dar uma força extra. Netflix fez um esforço tremendo tentando parecer que os quatro ali eram igualmente importantes, mas não é. Netflix, não força. Mas, o desenrolar da série é interessante e achei que os quatro tiveram bastante química no trabalho em grupo, apesar de umas discussões (tem que ter conflito né? rs). Conflitos porque eles são muito diferentes e sofreram muito no passado, mas o maior desafio aqui é parar de trabalhar solo e se unir para ajudar Nova Iorque, a cidade amada pelos quatro. Não só trabalhar em conjunto, mas tentar deixar de lado suas motivações individuais pelo bem do coletivo. Os personagens secundários também estavam lá e cumpriram bem os seus papeis.
Resumindo, acho que todos os elementos foram inteligentemente bem construídos individualmente e casaram super bem juntos. É leve, mas ao mesmo tempo violenta, é real e ao mesmo tempo fantasiosa, e é empolgante e consciente, na medida certa. Se você não quer assistir a todas as séries antes de ver Defensores, assista ao menos as duas temporadas do Demolidor e Punho de Ferro. O que você precisa saber de Jessica Jones e Luke Cage? A primeira é badass, mal humorada e teve um rolo com o segundo. O segundo é um herói que sofreu muito e só depois de solto foi reconhecido como um. Basta saber isso que o resto é de boa. Vale a pena, mesmo não sendo perfeito.
Nota: 4/5

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