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Sex Education – Crítica

Ainda bem que a nova geração de adolescentes tem Sex Education para discutir sobre relações sexuais. A minha geração passou pela puberdade tendo como referência Skins, então da pra entender como chegamos até aqui não é? Para mim a série é mais do que uma atração, é uma necessidade aos adolescentes do século 21.

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Otis Thompson (Asa Butterfield) é apenas mais um adolescente virgem e com dificuldades sociais (eu disse adolescente!), o que diferencia o jovem dos outros é sua mãe ser uma terapeuta sexual. Aos 16 anos, Otis sabe tudo sobre sexo – na teoria. Maeve Wiley (Emma Mackey) é uma garota rebelde que descobre como Otis pode ser um bom terapeuta e aproveita a oportunidade para ganhar uma grana ao convencer o rapaz a aconselhar os seus colegas de escola.

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Sex Education me fez lembrar de Everything Sucks, principalmente a fotografia e ambientação que parece fazer uma mistura incrível entre os anos 80/90 e o século 21, senti que voltei a assistir os filmes de John Hughes na sessão da tarde, como Clube dos Cinco e Gatinhas e Gatões, mas com sexo e tecnologia.

A série possui grandes momentos e aborda de forma divertida e leve temas complexos e por muitas vezes tabus que enfrentamos como sexo, aborto, masturbação, cyberbullying e até empoderamento feminino. Apesar dos tópicos sérios ao acompanhar a trajetória do personagem principal você sabe que vai ter momentos clichês, como uma boa série adolescente, e mesmo sabendo o que irá acontecer você se sente completamente envolvido a cada nova cena.

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Os personagens são muito mais interessantes do que esperamos no começo da temporada, nos apegamos a eles, sentimos suas dores e sua ira. Adam Groff (Connor Swindells) foi quem – apesar de não me surpreender – teve a história mais desoladora – para mim -, cheguei ao final do último episódio querendo apenas dar um abraço no rapaz, senti como se estivesse olhando de longe o desenrolar da sua história, em uma bicicleta, apenas de passagem.

A relação de Otis com sua mãe também tem um desenvolvimento muito interessante e por vezes me fez sentir desconfortável com a invasão da terapeuta na vida do filho. Em algumas cenas eu apenas queria gritar e pedir para ela parar e gostaria de deixar registrado: não é legal invadir o espaço de seus filhos.

Cada episódio conta um caso em que Otis e Maeve tentam ajudar os estudantes, mas são tantos personagens com tantas discussões importantes que não conseguimos conhecer todos tão bem. Estou aguardando ansiosa pela 2ª temporada e espero me sentir mais atraída ainda pelos personagens, senti falta de conhecer mais a fundo a história individual de cada um e por isso estou esperando que a segunda temporada responda algumas perguntas que não saem da minha cabeça.

E é com um final que nos deixa cheios de curiosidade, que Sex Education se despede, por enquanto, e eu mal posso esperar para ver Otis e Maeve novamente (e Adam, principalmente Adam).

Por: Kathellen Islyne

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