FILMES RESENHAS 

TOP 10: Os melhores filmes dos anos 90

  • Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands) – 14 de dezembro de 1990

Dirigido por Tim Burton, com roteiro baseado em história do mesmo e de Caroline Thompson. Foi estrelado por Johnny Depp e Winona Ryder. O filme foi produzido pela 20th Century Fox. A música é de Danny Elfman, a direção de fotografia de Stefan Czapsky, o desenho de produção de Bo Welch, a direção de arte de Tom Duffield, o figurino de Colleen Atwood, a edição de Richard Halsey e os efeitos especiais de Dreamstate Effects e Stan Winston Studio.
Edward é a ‘criação’ de um velho inventor, que veio a falecer antes de ter chance de terminar seu último trabalho, um homem de carne e osso, deixando-o sem nenhuma das mãos e completamente sozinho, na mansão sombria onde somente os dois moravam. No lugar das mãos existiam tesouras com as quais esculpia e cuidava do jardim da mansão. Algum tempo depois, uma senhora muito simpática e atenciosa, chamada Peg, que trabalha vendendo produtos cosméticos, decide ir visitar a mansão de aparência meio sombria, para tentar vender seus produtos, mansão essa que ficava no topo de uma montanha próxima ao seu bairro. Ao entrar na mansão, depara-se com Edward e percebe que o rapaz estivera completamente sozinho durante muito tempo, Peg não consegue abandoná-lo lá e resolve levá-lo para passar um tempo na cidade, junto com a família dela, o que causa muita agitação por parte de seus vizinhos.

  • Uma Linda Mulher (Pretty Woman) – 23 de março de 1990

Escrito por J. F. Lawton e dirigido por Garry Marshall, o filme é estrelado por Richard Gere e Julia Roberts, e dispõe de Hector Elizondo, Ralph Bellamy (em sua performance final) e Jason Alexander em papéis secundários. A história de Pretty Woman se concentra na prostituta de Hollywood e de pouca sorte Vivian Ward que é contratada por um rico empresário, Edward Lewis, para ser sua acompanhante para várias funções empresariais e sociais, e sua relação em desenvolvimento ao longo da estadia de uma semana de Vivian com ele.
O filme conta a história de uma atraente prostituta chamada Vivian Ward (Julia Roberts) que conhece por acaso o milionário Edward Lewis (Richard Gere), que a contrata por uma semana e que acaba apaixonando-se por ela. No período em que a garota é contratada pelo milionário, ela se transforma em uma mulher elegante, para acompanhá-lo em compromissos sociais. No entanto, os dois começam a se envolver mais profundamente, nascendo uma grande e divertida amizade, além de um carinho imenso, e assim, a relação cliente/garota de programa modifica-se para um relacionamento envolvendo sentimento entre homem e mulher e os dois acabam se apaixonando verdadeiramente e terão que enfrentar tudo e todos para poderem viver esse grande amor, que é cercado de muitos preconceitos da sociedade, pelo fato dela ser uma simples prostituta do subúrbio e ele, um homem conceituado perante as pessoas.
Pretty Woman é conhecido por suas seleções musicais e trilha sonora de enorme sucesso. O filme apresenta a música “Oh, Pretty Woman”, de Roy Orbison, que inspirou o título do filme. A canção “It Must Have Been Love” da banda Roxette chegou ao número 1 na Billboard Hot 100 em junho de 1990. A trilha sonora também apresenta o “King of Wishful Thinking”, de Go West, “Show Me Your Soul” pelos Red Hot Chili Peppers, “No Explanation”, de Peter Cetera, “Wild Women Do”, de Natalie Cole e “Fallen”, de Lauren Wood. A trilha sonora passou a receber ser três vezes o certificado de platina pela RIAA (Recording Industry Association of America ou Associação da Indústria de Gravação da América).
A trilha sonora foi lançada em 14 de fevereiro de 1990 e contou com um canções anteriores e próximas dos anos 90. O filme promoveu a música It Must Have Been Love, da banda Roxette, que se tornou um fenômeno nas rádios de todo o mundo.

  • Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros – 11 de junho de 1993

Dirigido por Steven Spielberg e baseado no livro homônimo escrito por Michael Crichton. É estrelado por Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, Richard Attenborough, Ariana Richards, Joseph Mazzello, Samuel L. Jackson e Bob Peck. O filme é centrado na fictícia Isla Nublar, onde um filantropo bilionário e uma pequena equipe de geneticistas criam um parque temático em uma ilha, onde as principais atrações são variadas espécies de dinossauros recriados através da engenharia genética.
O filme foi aclamado como um marco na indústria de efeitos especiais, que no filme, foram produzidos pela Industrial Light & Magic (com efeitos criados através de computação gráfica) e pela Stan Winston Studios (com efeitos produzidos através de animatrônica). A reconstituição virtual dos dinossauros, para que “contracenassem” com os atores em carne e osso, levou a um estrondoso sucesso de bilheteria, o que apenas confirmou o fascínio que essas criaturas extintas exercem sobre a imaginação das pessoas.
A adaptação venceu três Oscars, sendo eles de Melhor som, Melhor edição de som e Melhores efeitos especiais.
Spielberg contratou Stan Winston para criar os dinossauros animatrônicos, Phil Tippett para criar dinossauros em go motion para long shots, Michael Lantieri para supervisionar a interação desses elementos com atores e cenários, e Dennis Muren para fazer a composição digital. O paleontólogo Jack Horner supervisionou os modelos, para realizar o desejo de Spielberg de retratar os animais mais como dinossauros do que monstros. Horner descartou um animatic de Thippet em que os raptores colocavam a língua para fora, queixando-se: “Não! Eles nunca poderiam fazer isso.” Aceitando o conselho de Horner, Spielberg insistiu que Tippet tirasse a língua.
Foi, e sempre será uma das obras-primas mais impressionantes de John Williams […] Com Jurassic Park, Williams teve a oportunidade de combinar cada um de seus estilos de composição predominantes nos anos 1990 em uma única trilha sonora. E nesse processo, ele conseguiu criar um material com um núcleo magicamente coesivo que é extremamente poderoso no filme.

  • Titanic – 19 de dezembro de 1997

Escrito, dirigido, co-produzido e co-editado por James Cameron.
É uma história de ficção do naufrágio real do RMS Titanic, estrelando Leonardo DiCaprio como Jack Dawson, e Kate Winslet como Rose DeWitt Bukater, membros de diferentes classes sociais que se apaixonam durante a fatídica viagem inaugural no navio. Apesar dos personagens principais serem fictícios, alguns personagens são figuras históricas. Gloria Stuart interpreta Rose idosa, que narra o filme; e Billy Zane interpreta Cal Hockley, o noivo rico da jovem Rose. Cameron viu a história de amor como um jeito de cativar o público para o desastre real.
A trilha sonora de Titanic foi composta por James Horner. Para os vocais ouvidos durante o filme, subsequentemente descritos por Earle Hitchner do The Wall Street Journal como “evocativos”, Horner chamou a cantora norueguesa Sissel Kyrkjebø; O compositor conhecia Sissel por causa de seu álbum Innerst i Sjelen, particularmente gostando muito da canção “Eg Veit i Himmerik Ei Borg”. Ele já havia feito testes com outras trinta cantoras diferentes antes de finalmente escolher Sissel como a voz para criar humores específicos dentro do filme.
Horner adicionalmente escreveu “My Heart Will Go On” em segredo junto com Will Jennings porque Cameron não queria nenhuma canção dentro do filme. Céline Dion concordou em gravar uma demo depois da insistência de seu marido René Angélil. Horner esperou até Cameron estar com o humor correto antes de apresentar a canção. Depois de ouvi-la várias vezes, o diretor declarou sua aprovação, apesar de ter ficado preocupado em ser criticado por “ser comercial ao final do filme”. Cameron também queria acalmar os nervosos executivos do estúdio e viu “que uma canção de sucesso de seu filme apenas poderia ser um fator positivo em garantir seu término”.

  • Forrest Gump: O Contador de Histórias – 6 de Julho de 1994

Dirigido por Robert Zemeckis com Tom Hanks no papel-título e baseado no romance homônimo de 1986 escrito por Winston Groom. O filme também traz no elenco Robin Wright Penn e Gary Sinise. A história atravessa várias décadas na vida do personagem central, Forrest Gump, um homem simples do Alabama que viaja ao redor do mundo, encontra figuras históricas, influencia a cultura popular e é testemunha de alguns dos eventos históricos mais notórios da segunda metade do século XX.
O filme começa com uma pena caindo aos pés de Forrest Gump, sentado numa parada de ônibus em Savannah, na Georgia. Forrest pega a pena e coloca-a dentro de um livro, e então começa a contar a história de sua vida a uma mulher sentada próxima a ele. Os ouvintes na parada de ônibus variam.
Forrest mostra ter muito de sua vida ensinado por sua mãe. Forrest frequentemente repete suas frases favoritas, incluindo “A vida é como uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar” e “Idiota é quem faz idiotice”. Outras pessoas que têm papéis importantes na vida de Forrest são Jenny Curran, uma amiga de infância que é sexualmente abusada por seu pai; Benjamin Buford “Bubba” Blue, um jovem negro pescador de camarões que serve junto com Forrest na Guerra do Vietnã e sabe “tudo que se pode saber sobre camarões”; e o Tenente Dan Taylor, que é o comandante da unidade onde Forrest e Bubba servem; Alguns anos após o encerramento da guerra, Forrest propõe o casamento a Jenny. Ela recusa. Mais tarde aquela noite eles fariam sexo. Na manhã seguinte ela iria embora. Para compensar o vazio em seu coração, Forrest corre através dos Estados Unidos por três anos e meio. Ele é chamado de “um jardineiro de Greenbow, Alabama”, em noticiários sobre suas corrida
A trilha sonora de Forrest Gump tem uma variedade de músicas dos anos 50, 60, 70 e do começo dos 80 executadas por artistas americanos. Vendeu 12 milhões de cópias, e se tornou um dos álbuns mais vendidos nos Estados Unidos. Além disso, um álbum apresentando somente a música original por Alan Silvestri também foi lançado.

  • À espera de um milagre (The Green Mile) – 10 de dezembro de 1999

Dirigido e roteirizado por Frank Darabont com base no livro homônimo de Stephen King, lançado em 1996. O filme é narrado em flash-back e estrela Tom Hanks como Paul Edgecomb e Michael Clarke Duncan como John Coffey, narrando a história de Paul e de sua vida como agente penitenciário do corredor da morte durante a Grande Depressão e os eventos sobrenaturais por ele presenciados. O filme Recebeu quatro indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor ator coadjuvante para Michael Clarke Duncan, Melhor som e Melhor roteiro adaptado.
Ambientado em 1935, no corredor da morte de uma prisão da Louisiana, conta a história da relação entre Paul Edgecomb, o chefe de guarda da prisão, e um de seus prisioneiros, John Coffey.
Coffey é um homem negro de grandes proporções, condenado à morte pelo assassinato de duas garotas brancas. Aos poucos, desenvolve-se entre Edgecomb e Coffey uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso. O guarda se debate em um conflito moral entre o cumprimento do dever e a consciência de que o prisioneiro que deverá morrer pelas suas mãos pode não ser o culpado de um crime tão brutal.
A história é contada em flash-back por Edgecombe, durante sua velhice em um asilo. Além da relação com Coffey, Edgecomb relata as histórias de outros guardas e condenados.

  • A Lista de Schindler (Schindler’s List) – 1 de dezembro de 1993

O filme foi dirigido por Steven Spielberg e escrito por Steven Zaillian, baseado no romance Schindler’s Ark escrito por Thomas Keneally. É estrelado por Liam Neeson como Schindler, Ben Kingsley como o contador judeu de Schindler Itzhak Stern e Ralph Fiennes como o oficial da SS Amon Göth.
O filme foi um sucesso de bilheteria e recipiente de sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor (Spielberg), como também muitos outros prêmios (incluindo 3 Globos de Ouro e 7 BAFTAs). Em 2007, o American Film Institute elegeu Schindler’s List como o oitavo melhor filme americano da história. É considerado pela crítica especializada como um dos melhores filmes já feitos.
O início do filme apresenta uma família observando o Shabat. Spielberg disse que, “começar o filme com velas sendo acesas… seria algo rico, começar o filme com um Shabat normal antes que o rolo compressor contra os judeus começasse”. Quando a cor vai embora nos momentos iniciais do filme, dá um modo para um filme onde a fumaça vem simbolizar os corpos sendo queimados em Auschwitz-Birkenau. Apenas para que no final as imagens das velas reganham acolhimento quando Schindler permite que eles honrem o Shabat. Para Spielberg, elas representam “apenas um lampejo de cor, um lampejo de esperança”.
John Williams compôs a trilha sonora de Schindler’s List. O compositor ficou atônito com o filme, e achou que seria muito desafiador. Ele disse a Spielberg, “Você precisa de um compositor melhor do que eu sou para este filme”, Spielberg respondeu brincando dizendo, “Eu sei. Porém todos estão mortos!”. Williams tocou o tema principal no piano, e seguindo uma sugestão de Spielberg, ele contratou Itzhak Perlman para tocar o violino. Na cena em que o gueto está sendo liquidado pelos nazistas, a canção folclórica “Oyfn Pripetshik” é cantada por um coral de crianças. A canção era frequentemente cantada pela avó de Spielberg para seus netos. Os solos de clarinete foram gravados por Giora Feidman, especialista em Klezmer.

  • Ghost: Do Outro Lado da Vida (Ghost) – 13 de Julho de 1990

Dirigido por Jerry Zucker e com roteiro de Bruce Joel Rubin. O filme foi indicado a cinco Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Trilha Sonora e Melhor Montagem, ganhou os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante para Whoopi Goldberg e Melhor Roteiro Original.
A atriz Meg Ryan recusou o papel de Molly. Nicole Kidman chegou a fazer testes para o papel. Molly Ringwald também fez um teste para o papel mas perdeu para Demi Moore;
Bruce Willis, que na época era marido de Demi Moore, recusou o papel de Sam, pois achava que o filme não daria certo. Outros grandes atores, como Tom Hanks, Tom Cruise e Nicolas Cage foram reprovados para interpretar Sam;
O Diretor Jerry Zucker havia trabalhado anteriormente em comédias malucas, como Apertem os cintos… o Piloto Sumiu!;
Whoopi Goldberg só participou do filme graças à insistência de Patrick Swayze. Graças à sua atuação em Ghost, ela ganhou posteriormente o Oscar de melhor atriz coadjuvante;
Por uma estranha e mórbida coincidência, o ator Vincent Schiavelli, que interpretou o fantasma do metrô, morreu de câncer aos 57 anos, assim como Swayze.
O filme foi exibido pela primeira vez na televisão aberta, na Rede Globo, em Tela Quente – Especial, em 27 de dezembro de 1993. A audiência do longa foi histórica: bateu os 56 pontos e chegou a superar os índices da novela das oito da época, Fera Ferida, que a antecedeu na programação. Ghost entrou para a história, uma vez que nenhum outro filme registrou tamanha audiência até então, e nem posteriormente não foi superada.

  • Pulp Fiction: Tempo de Violência (Pulp Fiction) – 14 de outubro de 1994

Escrito e dirigido por Quentin Tarantino, baseado num argumento escrito por ele e Roger Avary.
Dirigido de uma forma altamente estilizada, Pulp Fiction narra três histórias diferentes, todavia entrelaçadas, sobre dois assassinos profissionais, o gângster que os chefia e sua esposa, um pugilista pago para perder uma luta e um casal assaltando um restaurante, em Los Angeles nos anos 90. Um tempo considerável do filme é destinado a conversas e monólogos que revelam as perspectivas de vida e o senso de humor das personagens. O roteiro, assim como na maioria dos demais trabalhos de Quentin Tarantino, é apresentado fora da ordem cronológica.
O filme, cujo título é uma referência às revistas Pulp, populares durante a metade do século XX e caracterizadas pela sua violência gráfica, é conhecido por seus diálogos ricos e ecléticos, mistura irônica de humor e violência, narrativa não-linear, uma série de alusões a outras produções cinematográficas e referências à cultura pop.[4][5] Pulp Fiction foi indicado a sete Óscares, incluindo Melhor Filme; Tarantino e Avary ganharam o prêmio de Melhor Roteiro Original. Também venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1994. Um sucesso comercial e de críticas, Pulp Fiction revitalizou a carreira de seu protagonista, John Travolta (o qual recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator), assim como as das co-estrelas Samuel L. Jackson (indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante) e Uma Thurman (indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante).

  • Matrix – 31 de março de 1999

Dirigido por Lana Wachowski e Andy Wachowsk e protagonizado por Keanu Reeves e Laurence Fishburne.
Lançado em março de 1999, Matrix custou US$ 65 milhões e rendeu mais de US$ 456 milhões. Matrix Reloaded, lançado em maio de 2003, custou US$ 127 milhões, mas já faturou mais US$ 740 milhões e entrou para a lista dos filmes mais vistos da história. A continuação foi também o primeiro filme a arrecadar mais de 100 milhões em um único final de semana. Só no Brasil, mais de 5 milhões de pessoas foram ao cinema prestigiar a segunda parte da trilogia.
Matrix foi escrito como uma trilogia (Matrix, Matrix Reloaded, Matrix Revolutions). Todos os filmes viraram sucesso de bilheteria. Os fãs do estilo cyberpunk consideram a trilogia inteira uma obra prima. Matrix é uma obra de arte multimídia: a história inteira do universo Matrix está presente nos 3 filmes, em 9 curtas animados lançados na coleção Animatrix, em histórias em quadrinhos (lançadas apenas nos Estados Unidos), e no jogo Enter the Matrix (o qual completa o enredo do filme Matrix Reloaded).
Oscar para Melhores Efeitos Visuais – John Gaeta, Janek Sirrs, Steve Courtley e Jon Thum
Oscar para Melhor Edição – Zach Staenberg
Oscar para Melhor Edição de Som – Dane A. Davis
Oscar para Melhor Mixagem de Som – John T. Reitz, Gregg Rudloff, David E. Campbell e David Lee

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