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Transformers: O Último Cavaleiro – Crítica

Sei que tem muita gente com implicância de Transformers e do show de explosões de Michael Bay, mas, antes de qualquer coisa, queria enaltecer que sou fã de Transformers desde criança pois via o desenho e brincava com os bonecos da Hasbro com meus primos. Então, diferente de muita gente, eu tenho uma ligação emocional com os personagens, principalmente Optimus Prime e Bumblebee.

Eu gostava muito quando Shia Labeouf encabeçava o elenco, portanto, pra mim, os três primeiros filmes são melhores que os dois últimos, cujo protagonista é o Mark Wahlberg. Acho Cade Yaeger pouco carismático e as vezes até chato, mas ele tem boas intenções em proteger os Autobots. De qualquer forma, ainda achei A Era da Extinção pior que O Último Cavaleiro. O maior erro do quinto filme foi o fato de ser longo desnecessariamente. O expectador acaba ficando confuso por conta da introdução de muitos personagens novos. Mas, calma, vamos falar primeiro da trama.
Tudo começa na batalha de Rei Arthur, seus cavaleiros e o mago Merlin (Stanley Tucci), que acaba recorrendo à ajuda de um Transformer oculto para vencer a guerra. Voltando aos tempos atuais, um talismã desse período é encontrado por Cade Yaeger que atua como sucateiro e protetor dos Transformers na Terra em um ferro velho. De posse do artefato milenar, Cade logo fica na mira dos Decepticons liderados por Megatron, dos militares caçadores de Transformers, os historiadores vividos por Anthony Hopkins e Laura Haddock (versão paraguaia da Megan Fox fisicamente) e até de Optimus Prime (Peter Cullen), que retorna à Terra enfeitiçado pela misteriosa Quintessa (Gemma Chan), que o convenceu a destruir a Terra para reviver seu desolado planeta Cybertron. UFA! Coisa para caramba para digerir. Mas a coisa toda não para por aí.
Laura Haddock é ou não é uma versão paraguaia da Megan Fox? Seja sincero vai!
Confesso que os roteiristas se esforçam para criar uma trama mais complexa, mas não fica muito bem amarrado e eles se perdem. Por isso ficou tão longo e cansativo. Cade tinha uma ligação legal com a filha no filme anterior, mas nesse ela foi enviada para a faculdade e eles nem podem se ver a fim de manter sua segurança. A única coisa interessante envolvendo ele foi o fato de ter conhecido a jovem marrentinha Izabella (Isabela Moner) e seu robô fofo Sqweeks. Eles foram mal aproveitados sumindo no meio do filme e só reaparecendo no fim, mas eu curti eles dois.
A coisa mais legal do filme são os robôs em si. Tudo bem que são muitos e fica até difícil decorar seus nomes, mas eles são super bem feitos e divertidos. Michael Bay consegue fazer como ninguém seus conflitos, discussões e explosões. Uma pena não ter conseguido ver em 3D mas imagino que tenha tido ótimos efeitos. A direção de arte estava ótima, principalmente na construção da vilã Quintessa. Cybertron também estava muito bem construída. Não temos batalhas tão excessivas ou confusas como a dos filmes anteriores, rendendo até bons momentos como a briga entre Optimus e Bumblebee.
O que me incomodou, na verdade, foi Bay ter rodado o filme com câmeras diferentes que ficam alternando de um take para o outro sem explicação. Estamos no tradicional widescreen e daqui a pouco muda para tela cheia do IMAX. Vale lembrar que Christopher Nolan trabalha com o formato em Batman – O Cavaleiro das Trevas e Interestelar, oferecendo sequências específicas todas rodadas em IMAX, nunca alternando entre a razão de aspecto dentro da mesma cena. Enfim, aos olhares leigos, isso não chega a incomodar.
Anthony Hopkins faz um historiador até engraçadinho.
Vamos falar especificamente de alguns personagens. O lendário Anthony Hopkins me surpreendeu de ter aceito um papel nesse filme. Mas, ele até tem umas piadas e seu personagem é interessante. Vivian Wembley, a Megan Fox genérica, achei muito apagada. Era pra ser inteligente e uma personagem forte, mas as mulheres de sua família só querem que ela arrume um namorado. E ainda achei o envolvimento dela com Cade super forçado. A participação de Josh Duhamel e John Turturro nesse longa foi irrisória, se comparada aos anteriores. Simplesmente jogaram eles ali porque eles estão desde o início mesmo, enfim…
Resumindo, Transformers: O Último Cavaleiro segue demonstrando o olho de Michael Bay para espetáculos em larga escala, mas não é o pior filme da franquia. Se você estiver disposto a ver um show pirotécnico com robôs alienígenas de 3h09min prepare sua pipoca.
Nota: 3,5/5

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