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Venom – Crítica

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Muita gente torce o nariz para o universo da Marvel Comics que ainda estava sob os direitos da Sony. Surgiram críticas duras sobre Venom, que estreou ontem, principalmente por não ter o Homem-Aranha, mas, numa boa, do jeito que o personagem foi conduzido, sendo tratado como um anti-herói, o nosso querido aracnídeo não fez tanta falta. O longa possui sim alguns deslizes, no entanto está longe de ser um filme péssimo. O filme mistura diversos elementos interessantes, de suspense, ficção científica e até comédia. Aliás, o tom cômico não me incomodou, pois a situação é tão absurda que realmente não poderia ser levada a sério. Mas, vamos por partes…

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Não tendo o Homem Aranha, já era de se esperar que a origem de Venom não seria a mesma do quadrinho. Nerds queridos, nesse ponto vocês precisam concordar que filme não é igual a quadrinho. Acorda, gente! São duas mídias distintas, adaptações precisam ser feitas, para o mau ou para o bem. Menos mimimi, please! Aqui, acompanhamos a história do repórter investigativo que adora denunciar escândalos Eddie Brock, muito bem interpretado por Tom Hardy. Ele se depara com problemas que envolvem a Corporação Vida e, no processo, acaba perdendo tudo.

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O início do filme é soturno e dramático e o espectador é levado a crer nas explicações científicas da gosma preta vinda de outro planeta, o simbionte, que vive como um parasita nos humanos. E você torce para que Brock, com a ajuda dos outros personagens centrais, consiga pôr fim aos experimentos bizarros que acontecem nesta empresa e sobreviva a esse pesadelo. Aliás, o elenco está com ótima química e atuação, com nomes de peso como Michelle Williams (indicada ao Oscar 4 vezes), Riz Ahmed (de Rogue OneUma história Star Wars) e até Ron Cephas Jones (de Luke Cage).

A trama vai se desenrolando aos poucos (achei devagar demais até pegar no tranco), e a simbiose vai acontecendo de forma gradual até o ápice do filme, no qual Venom aparece por completo e apresenta suas intenções. Os efeitos especiais não são espetaculares nem toscos, acho que estão na média e criveis. O longa possui boas cenas de perseguição e de luta e é aí que a coisa vai ficando doida.

As conversas entre Brock e Venom começam de forma tensa, afinal é um parasita (desculpa aí, Venom) que está tomando conta do seu corpo sugando suas energias. Mas, depois, a relação Médico e Monstro vira um bromance (olha que louco!), rolando piadinhas e até conselhos amorosos. Ok, como falei antes, o alívio cômico não me incomodou, mas é meio bizarro imaginar o Venom dos quadrinhos agindo dessa maneira. Mas, me esforcei para entrar no clima e a gente se surpreende com o plot twist que humaniza a gosma alienígena.

O filme é e não é violento ao mesmo tempo. Possui decapitações? Claro, até porque essa é uma das principais características do simbionte (que está com fome o tempo todo). Só que nós não vemos de forma tão explícita os dentes cravando na carne e sangue jorrando. Acredito que tenha sido uma escolha sábia para que a classificação etária pudesse abarcar mais jovens (maiores de 13 anos). Ah, e o longa tem uma trilha sonora bem interessante, que agrada a pessoas de qualquer idade.

Vamos ver se a bilheteria agrada a Sony, que já tem planos para uma continuação. Aliás, a cena pós-crédito já dá uma empolgante ideia de como será o próximo longa. Por falar nisso, há mais uma cena pós-crédito surpreendente, em animação, que pode ser quase considerada um curta intitulado Spider-Man: Into the Spider-Verse. E, para finalizar, sim, tem um cameo fofo do Stan Lee (espero que gravem vários agora para que possamos desfrutar de sua presença mesmo post mortem). Aos interessados, vão ao cinema de cabeça aberta tendo em mente que não é o melhor e nem o pior filme baseado em HQs. Entretém, porém não dá vontade de assistir 3 ou 4 vezes.

Nota: 4/5 (Bom)

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